O artista Gregório, ativo profissionalmente desde 1971, é reconhecido por sua produção que transita entre o desenho e a pintura (óleo, acrílica e pastel), fundamentada na observação direta e na posterior recriação pela memória em atelier. Suas obras — exemplificadas por séries de 1982 que retratam desde o Anhangabaú em São Paulo até paisagens do Nordeste e de Manaus — exploram a relação entre a arquitetura urbana e a natureza preservada através de um olhar lírico e atmosférico. Com influências que remetem aos artistas viajantes do século XIX, a Antônio Parreiras e à luminosidade de Turner, Gregório utiliza composições simétricas e luzes difusas para registrar impressões sensíveis do cotidiano, consolidando-se como um "poeta da luz e da cor" que documenta a iconografia brasileira sob um prisma intimista.